Foi acordado, na passada terça-feira, dia 7, um cessar-fogo de duas semanas no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.
O anúncio foi feito por Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, através de uma publicação na rede social Truth Social, onde é referido que, após conversas com Shehbaz Sharif, Primeiro-Ministro do Paquistão, e com o Marechal Asim Munir, Chefe do Estado-Maior do Exército do Paquistão, mediante o fim do bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irão, o presidente norte-americano ordenou a suspensão dos “bombardeios e ataques ao Irão”. Segundo a Casa Branca, estão agendadas para sábado, em Islamabad, Paquistão, país mediador do cessar-fogo, as primeiras negociações para um acordo de paz. A delegação norte-americana será presidida por J. D. Vance, Vice-Presidente dos Estados Unidos, que será acompanhado por Steve Witkoff, Enviado Especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, e Jared Kushner, genro de Donald Trump. A delegação iraniana deverá ser composta por Mohammad Bagher Ghalibaf, Presidente do Parlamento do Irão, e Abbas Araghchi, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão.
No entanto, nas primeiras horas após o anúncio deste cessar-fogo, o Irão lançou ataques contra o Catar e o Bahrein. Israel lançou o maior ataque contra território libanês desde o início da guerra, causando 254 vítimas mortais e 1 165 feridos. Estados Unidos e Israel esclareceram que o conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano não está incluído no cessar-fogo. O Irão e vários países europeus, como França, exigem que o conflito no Líbano seja incluído no cessar-fogo. Israel e Líbano vão começar a negociar um cessar-fogo na próxima semana, em Washington D.C., Estados Unidos. Israel será representado por Yechiel Leiter, Embaixador de Israel nos Estados Unidos. Segundo a CNN, a disponibilidade de Israel para negociações com o Líbano surgiu após um pedido de Donald Trump a Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, em um telefonema na passada quarta-feira, dia 8.
Como retaliação ao ataque israelita no Líbano, o Hezbollah já lançou ataques contra Israel e o Irão já retomou o bloqueio do Estreito de Ormuz, exigindo que os navios que quiserem passar coordenem a sua passagem com o Irão e paguem uma portagem em criptomoedas de cerca de dois milhões de euros. Os iranianos já disseram que só vão permitir a passagem de 15 navios por dia no Estreito de Ormuz, sendo que antes da guerra passavam, por dia, entre 100 e 150 navios.
